Mulheres

Happy International Women’s Day

E em maré de apreciação do feminino partilho, com quem gostar, um belo trecho do livro “Mulheres” do Charles Bukowski que resume de forma simples a importância de um minete para uma mulher, bem como dá uma lição teórico-prática excepcional através da sua intensa personagem Lydia.

……..

“Ficámos separados uma semana. Até que, uma tarde, eu estava em casa da Lydia e estavamos na cama dela, aos beijos.

A Lydia afastou-se.

Tu não percebes nada de mulheres pois não?

Como assim?

Dá para perceber, lendo os teus poemas e contos, que não percebes nada de mulheres.

Explica lá isso.

Bom, para um homem me interessar tem de me fazer minetes. Já fizeste um minete?

Não.

É tarde de mais.

Porquê?

Burro velho não aprende línguas.

Claro que aprende.

Não, é tarde de mais para ti.

Sempre demorei a começar.

A Lydia levantou-se e foi à outra divisão. Voltou com um lápis e um papel.

Olha, quero mostrar-te uma coisa – pôs-se a desenhar no papel – Ora bem, isto é uma cona, e há aqui uma coisa da qual nunca deverás ter ouvido falar: o clitóris. É aí que as sensações se dão. O clitóris esconde-se, repara, aparece de vez em quando, é rosado e muito sensível. Por vezes vai esconder-se de ti e tens de ir atrás dele, tocas nele com a ponta da língua…

Está bem – disse eu – já percebi.

Acho que não és capaz. Já te disse: burro velho não aprende línguas.

Vamos lá tirar a roupa e deitar-nos.

Despimo-nos e estendemo-nos. Comecei a beijar a Lydia. Fui descendo dos lábios para o pescoço, depois para os seios. Às tantas já ia no umbigo. Fui mais para baixo.

Não aprende, não – disse ela – O que sai daí é sangue e mijo, pensa bem, sangue e mijo…

Cheguei lá abaixo e pus-me a lamber. Ela tinha-me feito um desenho fiel. Estava tudo onde deveria estar. Ouvia-a a ofegar, depois a gemer. Excitou-me. Fiquei de pau feito. O clitóris pos-se à mostra, mas não era propriamente rosado, era de um rosa-arroxeado. Fui provocando o clitóris. Começaram a surgir os líquidos, que se misturavam com os pentelhos. A Lydia não parava de gemer. Foi então que ouvi a porta da rua a abrir e a fechar. Ouvi passos. Levantei o olhar. Um rapazinho negro dos seus 5 anos estava junto à cama.

O que raio é que tu queres? – perguntei-lhe.

Tem garrafas vazias? – perguntou-me ele.

Não, não tenho garrafas vazias – respondi-lhe eu.

Ele saiu do quarto, passou para a sala de estar, saiu pela porta da rua e desapareceu.

Meu deus – disse a Lydia – achei que tinha trancado a porta da rua. Era o filho da Bonnie.

A Lydia levantou-se e foi trancar a porta da rua. Voltou e esticou-se. Eram aí umas quatro da tarde de sábado.

Curvei-me novamente.”

Sex Doll – Parte I

Cheguei a casa dele após um escolha cuidadosa do que vestir e de um duche demorado com direito a esfoliação com a minha essência favorita. Gosto de estar preparada para tudo.

Escolhi um visual preto e branco e usei os sapatos pretos de patent leather com salto brutal que ele me tinha dado para usar no nosso primeiro encontro. A saia era de napa preta e a camisa branca com uma faixa negra, o decote da camisa estava suficientemente aberto para deixar ver o soutien também com inspiração em pele preta e faixas elásticas sexy no decote. As cuecas e cinto de ligas tinham apontamentos com renda dourada.
Por cima de tudo usei uma gabardina colorida.

Sentia-me sexy e confiante que o ia impressionar. Sou atenta aos detalhes e isso satisfaz-me mesmo que seja secretamente.

Respirando fundo, toco finalmente à porta e espero nervosa pelo meu anfitrião. Sabia também que ele, com toda a certeza, me iria surpreender com a forma como estaria vestido. Temos isso em comum, o sexo começa muito antes de nos despirmos.

Ele estava vestido todo de negro, t-shirt justa, calças justas com detalhes em pele nas coxas e uma abertura provocante em pele presa com molas sobre o seu caralho. Para completar tinha calçadas umas botas de cano alto elegantes e luvas justas de pele negras, com um recorte nas costas da mão. Big LIKE!

Assim que entro, ele agarra-me pela cintura e beija-me intensamente os lábios e depois o pescoço. Deixo-me levar, ele teria a noite planeada e para mim isso é das coisas mais excitantes.
Gosto de um homem que sabe guiar a sua amante deixando-a desejosa de ser surpreendida com prazer.

Após o cumprimento inicial, poiso a minha mala e casaco num banco do hall de entrada e dou uma pequena volta para apreciar a “toca”. O hall de entrada tinha uma parede coberta de espelhos em todo o comprimento, curioso pensei! E com muito potencial, eu adoro espelhos com o meu reflexo, de preferência.

Avançamos para a sala, mais descontraídos, e ele aproveita para me apreciar com satisfação comentando que eu era muito atenta às pistas sobre o que ele gostava.
Pensei

Miúda, a importância dos momentos vê- se nos detalhes, na mouche!

Quando me puxa-para ele pela anca, posso sentir como encaixam bem os nossos corpos quando estou de saltos bem altos e virando-me para ele passa a sua mão enluvada sobre o meu rabo e dá-me uma palmada que fez um som amplificado pelos tecidos, luva e saia em pele. Uma nova e interessante sensação, o som e o calor que a minha nádega estava a começar a sentir à medida que ele repetia a palmada com intensidade crescente, até me fazer gemer, num misto de prazer e ardor.

Trocamos mais uns beijos e ele diz-me para me ajoelhar. Gosto de obedecer. Fico com a cabeça mesmo em frente ao seu caralho ainda tapado, mas já com água na boca, queria prova-lo e senti-lo a crescer na minha boca. Ele diz-me que ainda não. Percebo que me quer provocar e entro no jogo.

Gatinha até à entrada da sala

Ordena-me
Cumpro sem hesitar, satisfeita por exibir o meu grande rabo, sob uma saia de pele justa. Sentia-me uma tesão. Aposto que estava a ficar rijo.

Gatinho de volta até ele para lentamente me começar a despir, primeiro a camisa, mostrando o belo soutien e depois a saia.
Ele senta-se no cadeirão e ele diz-me que quer experimentar um gag comigo e foder-me a boca com ele. Ao colocá-lo entre os meus lábios fico com a boca bem aberta pelo afastador de borracha enquanto ele o aperta à volta da minha cabeça. De seguida enfia a sua língua pelo buraco e sinto-o na minha língua enquanto a saliva se começa a acumular.
Diz-me para me ver nos espelhos da porta, como fico bem.

Só nesse momento reparo que aquele gag era super original e tinha uns lábios vermelhos enormes que emolduravam a minha boca. Sentia-me como uma sex doll e estava desejosa de o sentir a entrar na minha boca através a abertura e de ser bem usada.
Volto para junto dele e já de joelhos ele começa a destapar a abertura das calças, mostrando um cockring em metal que brilhava, e agarrando a minha cabeça enfia-se na minha boca, que permanecia forçadamente aberta enquanto ele entrava e saía. Sentia-o cada vez mais duro.
A minha saliva brotava da boca enquanto ele me fodia a boca até me engasgar e levar a baba a pingar pelo queixo e para as mamas.

Satisfeito por me usar, tira-me o gag de borracha e levanta-se para me beijar carinhosamente, aprecio como ele doseia o carinho e a kinkyness na forma como me trata.

Leva-me pela mão até ao quarto, tinha mais surpresas para mim. Tira-me o soutien e aperta-me as mamas com a sua mão cheia e alterna os apertões com dentadas nos mamilos rijos que me faziam gemer.
De seguida tira-me as cuecas e diz para eu as meter na boca, obedeço sem hesitar e deito-me na cama descontraída e com as pernas bem abertas exibindo-me para ele provar a minha cona molhada.

Ele delicia-se primeiro suavemente até começar a chupar o meu clitóris com força! Percorre-me um espasmo pelo corpo todo e que me faz contrair as pernas. Ele levanta a cabeça e olho-o nos olhos, mordendo o lábio de satisfação
Era uma incrível mistura de sensações novas para mim. Ele voltou à acção alternando a suavidade na carícia com intensidade na chupadela e no que me pareceu trincas no clitóris! Fazia-me gemer e contorcer cada vez mais pois sentia-me cada vez mais sensível.

Faz-me vir enquanto solto uns gritos e esperneio um pouco. Ele olha-me satisfeito e sem perder o ímpeto diz-me para me colocar de gatas à beira da cama com a cabeça encostada ao édredon.

Enquanto ele organizava o que se iria seguir, eu reparava que a parede lateral à cama tinha um armário grande com portas de correr em espelhos! E como eu adoro ver-me fiquei focada no meu reflexo, apenas ouvia uns barulhos metálicos ao de leve que me deixavam curiosa e estimulavam a minha imaginação.

Continua…

Ilustrações:http://apolloniasaintclair.tumblr.com