Nós e o mar – Parte I

Tínhamos combinado um almoço de trabalho para discutir algumas ideias e alinhavar o termos do novo contrato. É sempre um tema um pouco aborrecido, por isso, achei que um restaurante agradável e com uma boa vista tornasse a reunião mais produtiva. Ele disse-me, sem hesitar, que conhecia um restaurante onde nos poderíamos encontrar e que trataria de tudo.
Recebi, passado umas horas, um e-mail com o local e horas do almoço.

Já nos tínhamos cruzado algumas vezes noutros ambientes e não só a química tinha sido sempre boa, como ele era dotado de um charme desarmante e excelente bom gosto.

Cheguei um pouco antes da hora e fui-me refrescar, retocar o batom e pentear o cabelo. Não era um encontro, mas não conseguia deixar de sentir aquele friozinho na barriga.

Sentei-me nos sofás da entrada e, entretida a ler e-mails no telemóvel, nem reparo que ele chega. Levanto-me e cumprimentamo-nos com um respeitoso beijo na cara e eu sinto que corei ligeiramente, o que me deixa um pouco envergonhada.

A empregada da receção recebe-nos e encaminha-nos até à nossa mesa. O restaurante encontrava-se vazio… sem um único cliente. Estranhei e pensei que talvez fosse do dia da semana ou da hora.
A nossa mesa ficava na esplanada, debaixo de um colorido e grande chapéu-de-sol, tão perto do mar que quase se ouviam as ondas a bater na areia.

Trocámos umas palavras de circunstância e agradeci a pronta sugestão de um sítio tão agradável e a óbvia conversa sobre o maravilhoso dia de verão serviu para quebrar o gelo.

Em dias como estes sabe bem não estar entre quatro paredes… longe do a/c ligado e do ecrã do computador. Ali tudo era agradável, calmo e com aroma a mar.

Um discreto empregado dirige-se a nós perguntando-nos se desejámos beber algo e entrega-nos a carta do dia. Pedi um Porto Branco enquanto ele se ficou por uma água. O empregado começa a explicar o menu e a dar a recomendação do chefe e eu estava a ouvir com atenção quando sinto uma mão firme no meu joelho, subindo em direção à parte interior da minha coxa.

Mantendo a compostura e fixando o olhar no empregado, continuo a acenar com a cabeça como que a aceitar as sugestões.

Na verdade, já não estava a ouvir… estava com a cabeça à roda com aquela situação. A processar tudo de forma atabalhoada e a tentar manter um aspeto calmo e relaxado.

Ele tirou calmamente a mão da minha coxa, agradeceu ao empregado e escolheu uns apetizers e ficámos de decidir mais tarde o que iríamos almoçar.
Sem conseguir levantar os olhos da carta… ele coloca a mão sobre ela de forma a tirar-me a única escapatória e diz-me:

“Quero-te de provar”

Todo o meu corpo aquece e sinto que estou bastante corada, não sou capaz de dizer uma única palavra. Penso “miúda, se isto é o que parece ser…”

Olho para ele e respondo usando todo o descaramento que não tinha…

“Acho que essa é uma excelente escolha”

Respiro fundo, fixo o mar e abro ligeiramente as minhas pernas. Ele avança muito levemente sobre a pele interior das minhas coxas e chega até a minha cona.
Pensei “ele agora vai saber que estou muito excitada” pois já estava molhada e não tinha como controlar.

Com a mão virada para cima usa o dedo indicador para afastar as minhas cuecas e com o dedo médio passa suavemente no meu clitóris e lábios. Depois passou os dedos pela sua boca e sorriu enquanto avançava para me beijar.
Foi um beijo demorado e muito molhado.

Continua

Ilustrações:http://apolloniasaintclair.tumblr.com

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