Pequena grande aventura – Parte I

Era novata na app de encontros sensação do momento e tinha por isso muita curiosidade em perceber como funcionava e que tipo de pessoas o meu perfil ia atrair.

Decidi não colocar uma foto e na minha descrição apenas um teaser e a referência ao blog.

Em pouco minutos fiz o meu primeiro match. Sendo que um dos requisitos essenciais era a proximidade geográfica.

A conversa fluiu facilmente e ele demostrou interesse e gosto pelas minhas histórias. Começamos a partilhar histórias de loucuras passadas e surgiu uma proposta picante e irresistível – um encontro para sexo num provador de roupas de uma superfície comercial de renome da cidade dentro de 30 min.

Pensei:

Miúda… como resistir? Impossível!

Trocámos mais algumas mensagens para nos descrevermos fisicamente e escolher o ponto de encontro exato. A zona de roupa masculina desportiva.

Estava tudo combinado, apanhei o táxi até ao shopping e dirigi-me até à secção de roupa e pelo caminho vi onde ficavam os provadores.

És uma louca

Batia o meu coração à medida que a adrenalina disparava.
Era início de noite por isso havia pouco movimento, o que me sossegou um pouco.

Ao me aproximar vejo-o, reconheci-o pela descrição da roupa e estava dentro das minhas expectativas. Avancei envergonhada na sua direção.

Notei que ele estava bastante nervoso quando finalmente nos cumprimentamos com 2 beijos na cara. Fiquei com a clara sensação que ele não esperava que eu aparecesse ou que eu tivesse outro aspeto.

Fizemos alguma conversa de circunstância e ele começa a escolher peças para levar ao provador.
Boa!

Temos um ótimo disfarce! Estamos a fazer compras como um casal insuspeito!

Eu acompanhava-o divertida e entrando no papel na perfeição até perdi alguns segundos a ver uns pares calças para ele enquanto me ria por dentro.

Já cheios de álibis dirigimo-nos aos desejados provadores, pelo canto do olho vi onde estavam os funcionários que me pareciam distraídos à espera da hora de fecho.
Estávamos relativamente à vontade.

Entramos na cabine mais à direita e ao fechar a porta reparamos que não tinha tranca!

Mau! Que azar, é melhor mudarmos para outra que assim é perigoso!

Disse eu.
Para nossa surpresa nenhuma das cabines tinha tranca e as marcas de já terem existido fechaduras comprovavam que tinham sido retiradas intencionalmente.

Dou uma gargalhada baixinho! Quer dizer que virem foder para aqui deve ser mato! Hmmm local de libertinagem. Fiquei entusiasmada claro!
Pensei:

Sou uma putinha devassa!

Sussurrei-lhe para ele se manter encostado à porta e que assim não seríamos surpreendidos.
Sabiamente tinha levado um vestido airoso, fácil de levantar e de baixar.

Continua…

Ilustrações:http://apolloniasaintclair.tumblr.com

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