Jogo de Damas – Parte II

Tenho noção que apenas se passaram breves momentos, mas pareceram-me uma eternidade.
Olhei mais uma vez para a plateia e a audiência senior estava fixada no filme, não iriam dar pelas minhas movimentações. Levantei-me deixando o casaco e a mala no banco.

Miúdaaaaaaaaaaaa

Gritava a minha voz interior.

Caminho lentamente até à cortina e espreito envergonhada, estava de facto bastante escuro e pouco via mais que um vulto de um homem, logo ele não veria o quão rosada eu estava, sentia-me a escaldar.

A cortina era de veludo grosso em tons de bordeaux e fazia um esconderijo perfeito naquele recanto da sala. A pouca luz que entrava por baixo da cortina era reconfortante mas insuficiente para um reconhecimento mas também já tinha passado essa fase.

Eu caminho até ele e rapidamente estamos a partilhar beijos intensos e molhados. Com a minha mão percorro a sua cara, pois ao estar privada de um sentido tinha que matar a curiosidade com outro, o tato.
Ele tinha uma barba macia e um cheiro agradável, não era muito alto pois ficava do meu tamanho com saltos e pareceu-me também um pouco nervoso, era uma loucura a dois.

Sussurra-me ao ouvido

Estou muito excitado, já estava a bater uma enquanto te via por isso não vou aguentar muito tempo.

Mordo o meu lábio de excitação e ajoelho-me para metê-lo bem rijo na minha boca. A cortina protegia-nos de sermos expostos mas não abafava os sons. Tentei ser silenciosa.
Chupo-o todo com gosto e muita tesão. Sentia-a entre as pernas pois como estava sem cuecas estava mesmo muito molhada.

Ele agarra-me a cabeça no clímax e vem-se intensamente na minha boca. Delicio-me com o momento e termino a chupá-lo suavemente.
Quando me levanto beijo-o e ele diz-me baixinho,

Vira-te putinha!

Encosta-me de frente com a parede enquanto enfia os dedos na minha cona molhada.
Penetra-me intensamentee rapidamente com os dedos e tenho que cerrar os lábios para não soltar qualquer gemido. O filme era bastante calmo e com algumas pausas nos diálogos, o que parecia amplificar todos os nossos sons, principalmente o som dos dedos a entrar na minha cona tão molhada, que de certeza estaria a ser ouvido.

Sei que ele me queria retribuir o prazer e o orgasmo mas eu estava a ficar obcecada com o fato de as velhas da plateia estarem a ouvir o que se estava a passar e isso de alguma forma constrangia-me. Aquele som dos dedos na cona parecia estar a ser ouvido até na sala ao lado!

Eu digo controlando a respiração e o tom de voz

É melhor pararmos, este barulho deve ouvir-se lá fora!

Eu viro-me e fico encostada de costas com a parede tentado ver mais uma vez como ele era, sem sucesso!
Ele fecha as calças e ajeita a roupa enquanto eu fecho a camisa e puxo a saia para baixo, tinha que me recompor.
Beija-me mais uma vez e diz-me

Espera um pouco depois de eu sair e depois sais, ok?

Assim fiz e após uns momentos ganhei coragem para sair de trás da cortina e voltar ao meu lugar, onde me sentei e fiquei a absorver a intensidade do momento.
O nervoso miudinho a acalmar aos poucos. Pela primeira vez tomei atenção ao filme e fiquei uns 15 minutos a assistir calmamente até me levantar discretamente e sair.

Enquanto me dirigia até à porta só esperava não me encontrar com a senhora dos bilhetes da entrada pois sair a meio de uma sessão é minimamente suspeito. Meio a medo avancei e assim que vi a costa livre quase que corri!
De sorriso estampado no rosto cheguei à rua e senti o sol na minha face.
Com sessões destas apanhavam-me mais vezes no cinema!

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