Homens não se medem aos palmos – PARTE I

Logo nas primeiras conversas ele diz-me que era “concentrado”, tinha 1,60m e pergunta-me se eu achava que fazia diferença.

Admiti que não sabia pois nunca tinha estado com alguém do meu tamanho e normalmente sei que gosto de homens bem altos, mas não sou pessoa de fugir a desafios e muito menos de rejeitar os sinais que o meu instinto me dava sobre ele.

As nossas primeiras trocas de mensagens foram leves e sempre divertidas. Ele fez uma apresentação quase tipo candidatura com o resumo da sua vida e de forma natural eu baixei a minha guarda de defesa ao me aguçar a curiosidade. Era também alguns anos mais novo.

Um homem confiante, bem sucedido e de bem com vida é mais afrodisíaco do que um corpo torneado do ginásio ou um 1,80m de homem bonito mas com “problemas”.

Mantivemos a troca de delícias e provocações por uns dias, até chegar a altura certa para um encontro, queria estar descansada e com energia para ter tudo a que tinha direito.

Deixei-o escolher as opções e assim teria mais um elemento de avaliação. Não desilude ao sugerir um copo antes de jantar e como nos íamos conhecer no momento pareceu-me excelente quebrarmos.

O itinerário começou no Farol Design Hotel, onde bebemos um cocktail e deitados relaxadamente num sofá nos começámos a conhecer, ainda tímidos, um em cada ponta do sofá com uma gigante almofada pelo meio.

O dia começa a pôr-se e junto ao mar a brisa fresca arrepia-me pele, ele oferece-se para ir pedir uma manta, estávamos bem embalados numa conversa e esse pequeno conforto ia-me deixar confortável.

Falámos de viagens, rimos e aos poucos a timidez começou a ser substituída por um familiaridade, uma estranha familiaridade, como se fossemos duas old souls que nos estávamos a reencontrar ao fim de uns anos de separação.

O sol pôs-se finalmente e a paisagem transforma-se num quadro: um palácio junto ao mar, iluminado em tons de amarelo forte e cheio de vida por dentro em contraste com o mar tranquilo e escuro, no enquadramento o farol antigo e belo já estava acordado para a sua função.

Ele vai buscar a conta e eu aproveito esse momento para fechar os olhos, inspirar lentamente e voltar a abrir para uma última mirada sobre o cenário que nos rodeava. Tivemos aquela estrelinha de sorte que tantas vezes faz falta num primeiro encontro.

Fomos jantar, as Furnas do Guincho, eram a próxima paragem.

Durante o jantar o clima animado passou também a ser de partilha de experiências. Eu tenho já algumas voltas ao sol de aventuras e já tive um pouco de tudo, ele mostrou-se sempre sedento de saber mais, mais detalhes, mais situações. Percebi que tentava descortinar a minha mente, com certeza era para ele um enigma e isso causava-lhe inquietação. Eu sentia-a.

Fácil na palavra e no elogio, colocou-me num patamar de adoração que me encheu o ego e me fez libertar o meu lado mais dominante e sedutor.

Apesar de saber que muitas das falas são mansas, não digo que não gosto de as ouvir. Eu pelo contrário sou extremamente contida, gosto que cada palavra minha seja carregada de valor.

O tempo passa a correr e o jantar não desilude. Começo a pensar no que se irá passar depois. Enquanto ele fala eu faço a minha avaliação.

Miúda, o que estás a sentir?

Quero!, quero provar aquela intensidade própria da juventude em formato condensado.

Vamos então!

No caminho de volta a Lisboa decidimos finalmente onde vamos, ele conhece uma doca com pouco movimento onde podemos parar e disfrutar da companhia um do outro.

Durante toda a noite ele não fez nenhum avanço e eu senti-me em posição de comando. Tinha escolhido um vestido com um generoso decote e um soutien que deixava as minhas mamas super apetitosas, as cuecas eram abertas atrás e os elásticos acetinados faziam um enquadramento do meu rabo na perfeição.

Foi completamente intencional e diverti-me todo o serão ao senti-lo a olhar para elas, por isso quando surgiu o timing, cheguei-me bem a ele para que ele as pudesse sentir quase a tocar a sua cara como quem pede uma dentadinha.

Neste momento começa um jogo de gato rato para no nosso primeiro beijo, eu não ira tomar a iniciativa, nem ele, aliás ele frisou isso toda a noite em jeito de provocação.

Não vai acontecer nada, vamos ser muito amigos

Beijou-me cara, agarrou-me firmemente o pescoço para o lambuzar e respirou-me no ouvido. Eu alinho no jogo e sempre que a sua boca se aproxima demais da minha, desvio-me. Estava a ser beijada em todo o lado menos na boca.

A playlist do carro era interessante e adequada, mais uns pontinhos…

Este prolongamento erótico de negação mútua de algo que ambos desejamos é um intensificador de sensações e ambos teimosos e experientes resistimos como heróis.

Ele curioso com o meu rabo percorre as minhas curvas com as mãos e após me apalpar bem desliza as suas mãos pelas minhas coxas. Nesta altura eu já estava bem molhada.

Fodas no carro! Que throwback! Quem nunca… A ginástica, o contorcionismo, o ódio pelo travão de mão e as negras no dia seguinte! Nesta altura o seu tamanho concentrado mostrou o seu potencial! Tínhamos mais espaço livre sem dúvida dentro do carro.

Eu rodo ligeiramente o meu corpo e fico deitada no seu colo, pernas ligeiramente abertas. Continuamos a evitar o beijo quando ele me penetra com os dedos, primeiro suavemente e de seguida com tal intensidade e técnica que penso:

OMG este será destes? Será dia de squirt?

E não me enganei.

Arte que nunca consegui dominar eu mesma embora no passado já tinha tido o prazer de sentir o meu corpo a ser percorrido por uma descarga eléctrica intensa seguida da sensação da cona encharcada.

Não é como um orgasmo, é diferente e tenho até alguma dificuldade em explicar exactamente quando falo com amigas curiosas. O orgasmo é mais prolongado e deixa-me a cona a latejar, o squirt é um momento de intensidade extrema mas não um clímax só por sim.

Continua

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